
A casa era grande e aconchegante,tudo muito simples,rústico, mas aconchegante.Eu adorava a comida,uma época em que aprendi a comer de tudo um pouco: carne,legume,fruta...Não lembro exatamente minha idade, mas só sei que faz bastante tempo.A fazenda era bem grande e muitos lugares só chegava-se de caminhonete ou trator.Meu avô tinha ciume da porteira da sede, lá eu nao podia trepar, caso fizesse essa arte ele nao media eforços e corria atrás.Foram muitas férias, na sede tinha campo de volei e futebol, de tardezinha os empregados jogavam com a gente.Dormiamos muito cedo, então o dia era aproveitado.
Na colheita do café,os grãos eram postos no terreirão á torrar no sol do meio dia, aprendi muito,desde a sua plantação até chegar na mesa..Meu avô era apaixonado por plantar café chegamos a ter 80.000 pés..Minha avó até os dias de hoje é apaixonada em gado,estimava-se na época 600 cabeças..
O tempo foi passando e ao trepar na porteira notava que meu avô já nao implicava como antes,trocou as lavouras pelo quintal,o muito que fazia era plantar flores.O tempo estava passando.
Infelizmente, meu avô faleceu e uma parte dali chegou ao fim, as plantações com o tempo foram extintas e só o gado restou.Ninguém mais frequentava como antes.Perdeu a graça.E um lugar feliz,tornou-se triste.
Minha avó,viúva perdeu o entusiasmo de tocar tudo aquilo,os empregados foram embora para a cidade, só alguns restaram.
E ali ficou a viúva,seu gado,lembranças e saudades.Após 54 anos vivendo lá,ela se mudou para a cidade...e tudo chegou ao fim...
Hoje sou dona de uma pequena parte e o vazio continua...
Já fazem 12 anos,que saudades dos tempos do café!!!